Sem dúvida, uma das maiores conquistas da história humana foi descobrir, ao longo dos anos, diferentes maneiras de se comunicar e de transmitir conhecimento. Desde os primórdios, “ o homo sapiens” está em constante evolução nesse sentido. Quando ainda moravam nas cavernas, tinham os desenhos como recurso empregado para transmitir ideias e registrar valores sociais daquele período.
Já no Império Romano, os ocupantes das chamadas torres de observação tinham a função de emitir sinais para lugares distantes. Para isso, tinham de acenar com bandeiras ou tochas de fogo de acordo com um código preestabelecido, para assim, transmitir as mensagens desejadas. Os chineses também se utilizavam desses mesmos artifícios, convém ressaltar. Os índios americanos eram mestres na arte de transmitir sinais de fumaça, sendo essa prática, um indício, mesmo que rudimentar, de uma comunicação audiovisual. Dessa forma, o que se percebe é que por um longo período de tempo, sons, luzes e fumaça foram os meios de comunicação mais usados, como registra a história. Além disso, a transmissão de mensagens também era feita oralmente, o que veio a tornar-se uma atividade formal entre os incas, astecas, gregos e romanos.
Porém, com o passar do tempo, o homem passou a buscar maneiras mais sofisticadas de se comunicar. Com o surgimento da escrita, por exemplo, criou-se a possibilidade de registro e perpetuação das experiências por sucessivas gerações. A comunicação passou de fato (fala) para objeto (escrita). A oralidade era uma característica das sociedades mais rudimentares, limitadas aos mecanismos da fala e da memorização para garantir sua sobrevivência. Sendo assim, podemos afirmar que a escrita foi a primeira tecnologia de pensamento e inteligência desenvolvida pelo homem e representou uma mudança de paradigma no que se refere ao modo de acumular os conhecimentos historicamente construídos. Tem-se registro de que em 627 a. C. já havia na Biblioteca do palácio de Assurbanipal, na Assíria, uma coleção de 25 mil placas de argila com textos literários, históricos, religiosos etc., produzidos pelos escribas.
No entanto, com a popularização da escrita, houve a necessidade de aperfeiçoar os materiais nos quais se registravam os textos. Até chegar ao papel, houve muita experimentação. Outro ponto importante a lembrar com relação ao histórico da comunicação, é sobre a criação da tipografia por Gutenberg, que revolucionou a produção de textos escritos, em razão da possibilidade de impressão em grande escala.
O método de impressão mecânica era relativamente simples, porém muito trabalhoso, já que consistia em esculpir as letras em tipos de metal e depois colocá-las lado a lado para compor as palavras, até chegar a páginas inteiras de texto, que eram prensadas. A impressão escrita permitiu uma maior mobilidade do conhecimento. O século XV marca o início de uma revolução em termos de comunicação. Após invenção da prensa, surgem os vários jornais impressos na Europa. Porém, os primeiros jornais publicados com regularidade, chamados de “ gazetas” ainda eram manuscritos. Com o jornal, a população passou a ser mais bem informada e o conceito de opinião pública passa também a tomar forma.
No Brasil, a imprensa inicia no Rio de Janeiro em 1808, ano da vinda da Corte de D. João VI. O primeiro impresso oficial saiu da Impressão Régia e se chamava “ Gazeta do Rio de Janeiro”. Era um jornal que trazia notícias sobre a Corte e Europa. Mas antes disso, passou a circular o “ Correio Braziliense”. No mesmo período surgiram outros títulos, como “ A Idade de Ouro do Brasil” (primeiro jornal provinciano editado na Bahia em 1811). No ano seguinte, foi a vez de “ Variedades ou Ensaios de Literatura” e logo depois “ O Patriota”. No início do século XIX, os jornais eram artesanais e sua impressão, um monopólio da Impressão Régia.
Depois da independência em 1822, a imprensa começou a se espalhar por todos os cantos do País. Cipriano Barata lançou o primeiro jornal panfletário, “ A Sentinella da Liberdade”, com uma linguagem patriótica, inflamada e contestadora. Assim nasceu o pasquim. Além dos pasquins, apareceram outras tantas publicações esporádicas, de variedades, que traziam assuntos filosóficos, literários, científicos e industriais. Quintino Bacayuva estava à frente da primeira versão de “ O Globo”, que em nada lembrava o atual jornal. A publicação costumava apresentar vários romances em forma de folhetim. O mais famoso foi “ A mão e a luva”, de Machado de Assis.
Tempo pouco depois, lançado o jornal “ A República”. Seu objetivo era publicar o Manifesto Republicano, com o intento de mobilizar a população. Preocupado com a cultura da época, publicava romances de autores brasileiros, como “ TIL” de José de Alencar (1871). Mesmo com todas as dificuldades, em 1879, todos os estados brasileiros já tinham jornais impressos com as características de um meio de comunicação formal, ou seja, publicação periódica, com cobertura e/ou distribuição definida em determinada praça, região ou mercado. No século XX, sobretudo, foi definitivo para o desenvolvimento da imprensa. Pois logo no início, surgiram as primeiras empresas de jornalismo. A industrialização cresceu e com ela, os meios de comunicação de massa no País também. No final desse século, a popularização da internet provocou um grande impacto na mídia impressa, com a passagem dos jornais impressos em versões “online”. Sendo que a maior vantagem nessa nova e moderna mídia é que as notícias podem e são atualizadas instantaneamente, além de permitir a participação do leitor, através de comentários e enquetes etc.
Por Welyson Lima
Welyson Lima é natural de Bacabal. Nasceu em 03/07/1992. Cursou o Ensino Médio na antiga Unidade Integrada de Ensino Roseana Sarney (hoje Centro de Ensino Isabel
Castro Viana). Em 2011 ingressou no Curso de Letras (Português/Espanhol, respectivas Literaturas) do CESB-UEMA vindo a graduar-se no 2º semestre de 2014. Já obteve aprovação em muitos concursos vestibulares, tais quais: aprovado em 2012 à Tutoria da extinta UNIVIMA (Universidade Virtual do Maranhão), Serviço Social (CEUMA-2015), Comunicação Social (UFMA-2015), Ciências Humanas-Sociologia (UFMA-2015), Jornalismo (UNICEUMA-2015) e também neste mesmo curso na Faculdade Estácio de Sá (São Luís-MA) no 1º semestre de 2016. Como Letrólogo, sua área de conhecimento e de especialidade é Linguística e Letras. Foi Colunista Social do Portal Castro Digital e também prestou serviços ao Jornal “ O Mearim”, onde foi revisor/ corretor textual e redator. Cursou Iniciação Teatral através da Semuc de Bacabal (2013). É agente cultural, atua no grupo de Teatro “Faces da Arte”, onde assume o cargo de Secretário Geral. É também professor. Seu maior prazer é ler/escrever (uma atividade que considera constante e necessária). Entre as leituras múltiplas às quais gosta, estão incluídas: as poesias de Castro Alves, obras de Machado de Assis, bibliografias da área da Linguística Aplicada, obras sociológicas de Émile Durkheim, Max Weber, Karl Marx, obra do filósofo Michel Foucault e seus intérpretes, as crônicas de Edgar Moreno, entre dezenas de outras tantas literaturas. É fascinado em Teatro e outras expressões artísticas, já atuando inclusive, como ator amador. Participou dos curtas “ Tô fora” e “ Visão de um dependente químico”. Escreveu juntamente com o poeta e cronista Costa Filho, a peça teatral “ O saco do pobre” (2013) e escreveu também a peça “ Bacabal, conta sua história!” (2016).
Já no Império Romano, os ocupantes das chamadas torres de observação tinham a função de emitir sinais para lugares distantes. Para isso, tinham de acenar com bandeiras ou tochas de fogo de acordo com um código preestabelecido, para assim, transmitir as mensagens desejadas. Os chineses também se utilizavam desses mesmos artifícios, convém ressaltar. Os índios americanos eram mestres na arte de transmitir sinais de fumaça, sendo essa prática, um indício, mesmo que rudimentar, de uma comunicação audiovisual. Dessa forma, o que se percebe é que por um longo período de tempo, sons, luzes e fumaça foram os meios de comunicação mais usados, como registra a história. Além disso, a transmissão de mensagens também era feita oralmente, o que veio a tornar-se uma atividade formal entre os incas, astecas, gregos e romanos.
Porém, com o passar do tempo, o homem passou a buscar maneiras mais sofisticadas de se comunicar. Com o surgimento da escrita, por exemplo, criou-se a possibilidade de registro e perpetuação das experiências por sucessivas gerações. A comunicação passou de fato (fala) para objeto (escrita). A oralidade era uma característica das sociedades mais rudimentares, limitadas aos mecanismos da fala e da memorização para garantir sua sobrevivência. Sendo assim, podemos afirmar que a escrita foi a primeira tecnologia de pensamento e inteligência desenvolvida pelo homem e representou uma mudança de paradigma no que se refere ao modo de acumular os conhecimentos historicamente construídos. Tem-se registro de que em 627 a. C. já havia na Biblioteca do palácio de Assurbanipal, na Assíria, uma coleção de 25 mil placas de argila com textos literários, históricos, religiosos etc., produzidos pelos escribas.
No entanto, com a popularização da escrita, houve a necessidade de aperfeiçoar os materiais nos quais se registravam os textos. Até chegar ao papel, houve muita experimentação. Outro ponto importante a lembrar com relação ao histórico da comunicação, é sobre a criação da tipografia por Gutenberg, que revolucionou a produção de textos escritos, em razão da possibilidade de impressão em grande escala.
O método de impressão mecânica era relativamente simples, porém muito trabalhoso, já que consistia em esculpir as letras em tipos de metal e depois colocá-las lado a lado para compor as palavras, até chegar a páginas inteiras de texto, que eram prensadas. A impressão escrita permitiu uma maior mobilidade do conhecimento. O século XV marca o início de uma revolução em termos de comunicação. Após invenção da prensa, surgem os vários jornais impressos na Europa. Porém, os primeiros jornais publicados com regularidade, chamados de “ gazetas” ainda eram manuscritos. Com o jornal, a população passou a ser mais bem informada e o conceito de opinião pública passa também a tomar forma.
No Brasil, a imprensa inicia no Rio de Janeiro em 1808, ano da vinda da Corte de D. João VI. O primeiro impresso oficial saiu da Impressão Régia e se chamava “ Gazeta do Rio de Janeiro”. Era um jornal que trazia notícias sobre a Corte e Europa. Mas antes disso, passou a circular o “ Correio Braziliense”. No mesmo período surgiram outros títulos, como “ A Idade de Ouro do Brasil” (primeiro jornal provinciano editado na Bahia em 1811). No ano seguinte, foi a vez de “ Variedades ou Ensaios de Literatura” e logo depois “ O Patriota”. No início do século XIX, os jornais eram artesanais e sua impressão, um monopólio da Impressão Régia.
Depois da independência em 1822, a imprensa começou a se espalhar por todos os cantos do País. Cipriano Barata lançou o primeiro jornal panfletário, “ A Sentinella da Liberdade”, com uma linguagem patriótica, inflamada e contestadora. Assim nasceu o pasquim. Além dos pasquins, apareceram outras tantas publicações esporádicas, de variedades, que traziam assuntos filosóficos, literários, científicos e industriais. Quintino Bacayuva estava à frente da primeira versão de “ O Globo”, que em nada lembrava o atual jornal. A publicação costumava apresentar vários romances em forma de folhetim. O mais famoso foi “ A mão e a luva”, de Machado de Assis.
Tempo pouco depois, lançado o jornal “ A República”. Seu objetivo era publicar o Manifesto Republicano, com o intento de mobilizar a população. Preocupado com a cultura da época, publicava romances de autores brasileiros, como “ TIL” de José de Alencar (1871). Mesmo com todas as dificuldades, em 1879, todos os estados brasileiros já tinham jornais impressos com as características de um meio de comunicação formal, ou seja, publicação periódica, com cobertura e/ou distribuição definida em determinada praça, região ou mercado. No século XX, sobretudo, foi definitivo para o desenvolvimento da imprensa. Pois logo no início, surgiram as primeiras empresas de jornalismo. A industrialização cresceu e com ela, os meios de comunicação de massa no País também. No final desse século, a popularização da internet provocou um grande impacto na mídia impressa, com a passagem dos jornais impressos em versões “online”. Sendo que a maior vantagem nessa nova e moderna mídia é que as notícias podem e são atualizadas instantaneamente, além de permitir a participação do leitor, através de comentários e enquetes etc.
Por Welyson Lima
Welyson Lima é natural de Bacabal. Nasceu em 03/07/1992. Cursou o Ensino Médio na antiga Unidade Integrada de Ensino Roseana Sarney (hoje Centro de Ensino Isabel
Castro Viana). Em 2011 ingressou no Curso de Letras (Português/Espanhol, respectivas Literaturas) do CESB-UEMA vindo a graduar-se no 2º semestre de 2014. Já obteve aprovação em muitos concursos vestibulares, tais quais: aprovado em 2012 à Tutoria da extinta UNIVIMA (Universidade Virtual do Maranhão), Serviço Social (CEUMA-2015), Comunicação Social (UFMA-2015), Ciências Humanas-Sociologia (UFMA-2015), Jornalismo (UNICEUMA-2015) e também neste mesmo curso na Faculdade Estácio de Sá (São Luís-MA) no 1º semestre de 2016. Como Letrólogo, sua área de conhecimento e de especialidade é Linguística e Letras. Foi Colunista Social do Portal Castro Digital e também prestou serviços ao Jornal “ O Mearim”, onde foi revisor/ corretor textual e redator. Cursou Iniciação Teatral através da Semuc de Bacabal (2013). É agente cultural, atua no grupo de Teatro “Faces da Arte”, onde assume o cargo de Secretário Geral. É também professor. Seu maior prazer é ler/escrever (uma atividade que considera constante e necessária). Entre as leituras múltiplas às quais gosta, estão incluídas: as poesias de Castro Alves, obras de Machado de Assis, bibliografias da área da Linguística Aplicada, obras sociológicas de Émile Durkheim, Max Weber, Karl Marx, obra do filósofo Michel Foucault e seus intérpretes, as crônicas de Edgar Moreno, entre dezenas de outras tantas literaturas. É fascinado em Teatro e outras expressões artísticas, já atuando inclusive, como ator amador. Participou dos curtas “ Tô fora” e “ Visão de um dependente químico”. Escreveu juntamente com o poeta e cronista Costa Filho, a peça teatral “ O saco do pobre” (2013) e escreveu também a peça “ Bacabal, conta sua história!” (2016).
Informações valiosas. E pensar que o jornalismo é uma simples coisinha de improviso é mero engano... Já é longa a história, com ações que representam a voz do povo. Requer, por exemplo, conhecimento, leitura e ética. É tão importante para a sociedade que há tempos se tornou graduação.
ResponderExcluir