Verde de vergonha eu formulo essa pergunta: o que o dia de hoje, 07 de setembro de 2026, representa, marca ou registra como fato importante para a ainda curta e insípida história da cidade de Bacabal?
Respondo ao meu próprio questionamento mais abaixo no artigo...
Antes vou contar a seguinte história. Na ‘condição de assessor parlamentar’ do vereador Manoel Serafim Reis elaborei um Projeto de Lei que instituía nas escolas da Rede Pública Municipal de Ensino, facultando a aplicação da “Lei” para as escolas das demais redes existentes no município, a disciplina História de Bacabal. À época, a década de 90 do século passado, a cidade vivia sob o controle político do prefeito José Viera Lins, e a proposição foi rejeitada nas sucessivas sessões legislativas das duas legislaturas em que foi apresentada. Rejeição sem justificativa.
Na mesma ‘condição de assessor parlamentar’ do vereador Rogério Santos, na legislatura 2013/2016, reelaborei o Projeto de Lei, sendo o mesmo rejeitado nas quatro sessões legislativas. Novamente sem justificativa.
Na igual ‘condição de assessor parlamentar’, agora do vereador Venâncio do Peixe, com a sua permissão, fiz uso do seu mandato, em seu último ano como legislador, 2024, para elaborar um conjunto de proposições em favor da História, da Cultura e das Artes de Bacabal, formado por 02 Emendas Modificativas e 01 Emenda Aditiva a Lei Orgânica, 10 Projetos de Lei, 06 Requerimentos e 08 Indicações; em um total de 27 matérias.
Dentro deste conjunto de proposições destaco, entre outras, a oficialização do hino, das cores e do Brasão de Bacabal, a criação do Selo Oficial do município, uma nova gravação do Hino da cidade, agora na voz da sua criadora, a professora Iranise Lemos; a criação do Instituto Histórico, Cultural, Artístico e Geográfico de Bacabal com seus respectivos museus e memoriais; a construção de um Teatro Municipal; a reestruturação da Secretaria Municipal de Cultura partindo da reabertura do seu Processo de Municipalização que nunca foi concluído, e, é claro, a instituição da disciplina História de Bacabal na grade curricular das escolas municipais, facultando a aplicação da “Lei” para as escolas das demais redes existentes no município.
Das 27 proposições, 26 foram apreciadas, votadas e aprovadas, exceto, é claro, mais uma vez, o Projeto de Lei que instituía nas escolas da Rede Pública Municipal de Ensino a Disciplina História de Bacabal. Esse último veto dos vereadores bacabalenses teve justificativa: o pouco, ou nenhum conhecimento do presidente da época e, a injustificável alegação de dois ex-secretários municipais de educação, então vereadores, que tiraram do Poder Legislativo o direito de legislar, atribuindo esse poder ao Conselho Municipal de Educação, em um esdrúxulo pedido de vista, feito após a aprovação da que quebra dos interstícios da Lei pelo Plenário da Casa para livre tramitação da matéria.
Contada a história vamos ao que interessa...
O que o dia de hoje, 07 de setembro, representa para a história de Bacabal?
Bom. Poucos sabem por ser um fato pouco explorado, que a história de Bacabal se constrói com a aplicação de leis em datas diferentes e, que, o que se comemora como data de emancipação é a data de elevação da localidade, do povoamento, a categoria de Vila, Vila de Bacabal.
O que todos sabem é que em 17 de abril de 1920, através da Lei n° 932, assinada pelo então governador do Estado Dr. Urbano Santos da Costa Araújo, o povoado foi elevado à categoria de Vila, passando a ser chamado Bacabal dos Abreus.
Mas, o que pouco de se destaca é que, apenas em 7 de setembro do mesmo ano, 1920, o município foi oficialmente instalado, e, que somente no ano de 1938, Bacabal passou formalmente a categoria de cidade, através do Decreto Lei n° 159 de 06 de dezembro do mesmo ano.
Então, a resposta é: na data de hoje, 07 de setembro de 2026, Bacabal comemora os 106 anos da sua instalação oficial como Município.
Mas, porque, então, o verde de vergonha...
Desde a sua fundação em 1920 as cores oficiais que representam o Município de Bacabal são o azul royal e o branco neve. Contudo, nos últimos anos o verde oliva vem aparecendo e se colocando como cor representativa de maneira extraoficial, uma vez que as cores oficiais estão legalmente definidas.
E, de onde vem o verde oliva?
O verde oliva faz parte de um processo cromoterápico vivido pelo criador de conteúdos Fábio Gomes, em tratamento para desenvolvimento da libido e fetiches, obviamente como como estimulante de desejos. O detalhe é que Fabão, como é conhecido, cria conteúdos verdes para uma cidade azul e branco. O bom é que, até agora, não se tem notícias do crescimento de amplexos sodômicos ou similares entre nossa população.
Sobre o vídeo
Bacabal, uma História Vivida, mas desconhecida, é minha primeira produção com o uso da IA. Minha e do Yago, meu quinto filho, que trabalhou a edição. Primeira e última, pelo menos espero, uma vez que já me aposentei a três anos e não pretendo voltar a trabalhar.
Bom, mas, assim... além da produção dos vídeos com o uso da IA eu lancei mão das muitas fotografias do livro Paraíba 50 anos, dos arquivos de Dr. Mousinho, dos arquivos de Ácquila Trabulsi, de páginas da Internet como Bacabal Minha História, Minha Bacabal, e, de fotografias postadas em diversas redes sociais por várias famílias bacabalenses, além de fotos do meu próprio arquivo. A todos peço data maxima venia.
Como música de fundo, o tal background, usei a belíssima canção, originalmente intitulada Caeiras, de autoria do cantor e compositor bacabalense Chico Lacerda, que hoje a denomina de Palmeiras. Caeiras é uma canção exemplo do que a poesia pode fazer com o coração do autor nativo. Transformar a transformação do coco em carvão na mais pura arte, não é só poesa, é amor.
Por fim, lancei mão de um antigo poema meu chamado Gota de Sangue, um dos pouquíssimos poemas que fiz com esse viés da natividade. Mas, fiz o melhor, transformei os jornalistas e radialistas Osmar Noleto e Jotha Erry, tiranossauros da nossa comunicação, em declamadores de poemas e intérpretes de saraus.
O fim
Entre as proposições que elaborei para Venâncio do Peixe, sugerir, através de Indicação, a criação do Instituto Histórico, Cultural, Artístico e Geográfico de Bacabal, com o seu respectivo Museu da História, Cultura, das Artes e da Geografia de Bacabal: o Instituto deveria gerir uma nova política de pesquisa e recuperação sobre a História Bacabal e será o responsável por sua preservação e divulgação. Os objetivos primordiais da Instituição seriam coligir, metodizar, publicar ou arquivar os documentos necessários para preservação e difusão da História, da Cultura, das Artes e da Geografia de Bacabal.
Isso porque todas as histórias e memórias que resistem ao tempo são chamadas de Patrimônio Cultural, que é a soma dos bens materiais e imateriais. Trata-se, então, de algo muito valioso, do ponto de vista físico (tangível) ou sentimental (intangível) e devem ser bem preservadas, pois serão por meio delas que as pessoas conhecerão suas origens...
Abel Carvalho
Jornalista aposentado