


Lá a professora Kheila falou da importância da educação para o trânsito e o mascote foi muito assediado e procurado para tirar com fotos, como de costume.
ATLAS DA VIOLÊNCIA 2026: MOTOCICLISTAS JÁ REPRESENTAM 41,6% DAS MORTES NO TRÂNSITO NO BRASIL
Relatório do Ipea e FBSP mostra que o país registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024 e aponta crescimento acelerado dos óbitos envolvendo motocicletas.
O trânsito brasileiro matou 37.150 pessoas em 2024 e consolidou uma mudança preocupante no perfil da violência viária: os motociclistas já representam mais de 4 em cada 10 mortes registradas no país.
Os dados fazem parte do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Conforme o levantamento, as motocicletas estiveram envolvidas em 41,6% dos óbitos no trânsito em todo o Brasil.
O número de mortes em sinistros envolvendo motos passou de 11.182, em 2019, para 15.459 em 2024, crescimento de 38% no período.
Para os pesquisadores, a expansão da economia de aplicativos e o uso da motocicleta como instrumento de trabalho alteraram profundamente a dinâmica da mobilidade urbana e da mortalidade viária brasileira.
O relatório trata o trânsito como uma das principais frentes da violência letal no país.
Assim, aproximando o debate da segurança viária de questões estruturais como desigualdade social, precarização do trabalho e ausência de proteção aos usuários mais vulneráveis do sistema viário.
O trânsito além da mobilidade
O Atlas da Violência 2026 reforça uma mudança importante na forma como o trânsito vem sendo analisado no Brasil.
Mais do que um problema de circulação urbana ou fiscalização, os pesquisadores passam a tratar a mortalidade viária como um fenômeno social de grande impacto na saúde pública e na segurança da população.
Mortes com motos crescem em todo o país
O Atlas aponta que a motocicleta passou a ocupar papel central na mobilidade brasileira, principalmente em regiões com menor oferta de transporte público e maior
O problema é que esse crescimento veio acompanhado de maior exposição ao risco.
Entre 2019 e 2024, o Brasil registrou aumento de 38% nas mortes em sinistros envolvendo motocicletas.
O salto de 11.182 para 15.459 mortes evidencia uma mudança importante no perfil da violência no trânsito brasileiro.
O relatório destaca ainda que trabalhadores ligados à economia de aplicativos estão entre os grupos mais expostos ao risco letal no cotidiano urbano.
Isso acontece em razão de fatores como:
jornadas extensas;
pressão por produtividade;
maior tempo de exposição no trânsito;
ausência de proteção social.
Embora o documento não atribua o problema exclusivamente aos aplicativos, os pesquisadores apontam que a dinâmica econômica atual contribuiu para ampliar a vulnerabilidade dos motociclistas nas cidades brasileiras.
Norte e Nordeste concentram cenário mais crítico
O Atlas também chama atenção para a desigualdade regional da violência no trânsito.
De acordo com o levantamento, as regiões Norte e Nordeste concentram os cenários mais preocupantes relacionados às mortes de motociclistas.
O caso mais emblemático citado no estudo é o do Piauí. Em 2024, as motocicletas estiveram envolvidas em 72,7% das mortes no trânsito registradas no estado — índice muito acima da média nacional.
Para os pesquisadores, isso mostra como a motocicleta se consolidou como principal meio de transporte e instrumento de sobrevivência econômica em diversas regiões do país.
Além da questão econômica, especialistas apontam que fatores como infraestrutura precária, fiscalização insuficiente, crescimento acelerado da frota e fragilidade da mobilidade urbana ajudam a explicar o avanço das mortes.
Segurança viária passa por discussão estrutural
O Atlas da Violência 2026 reforça que o enfrentamento da mortalidade no trânsito exige políticas públicas mais amplas e integradas.
A discussão envolve desde educação para o trânsito até planejamento urbano, infraestrutura segura e condições de trabalho.
Para Celso Mariano, a discussão precisa ir além da punição e focar prevenção, educação e escolhas seguras.
“O erro humano continua existindo, mas os ambientes viários precisam ser mais tolerantes aos erros.
Quando há pressão econômica, fadiga e exposição constante ao risco, o sistema precisa oferecer mais proteção”, avalia.
Na próxima reportagem da série, o Portal do Trânsito vai aprofundar justamente a relação entre precarização do trabalho e o aumento das mortes envolvendo motociclistas no Brasil. Fonte: portaldotransito.com.br
CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (Lei nº 9.503/97)
Art. 244. Conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor:
V - transportando criança menor de 10 (dez) anos de idade ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar da própria segurança:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa - retenção do veículo até regularização e recolhimento do documento de habilitação;
A VIOLÊNCIA DO TRÂNSITO TEM JEITO, é só as autoridades implementarem os remédios eficazes: Educação para o Trânsito, Fiscalização ampla e rigorosa e uma boa Infraestrutura das vias.
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