Lourival Cunha:ascote Gentil da SOS Vida fez a alegria de jovens alunos na Escola Bom Pastor

Lourival Cunha, engenheiro e advogado - Dia 29/05/26 durante a realização da 195ª ação educativa em faixa de pedestre da SOS VIDA, realizada no bairro Anjo da Guarda, em São Luís, a professora Kheila Passos e o Mascote Gentil (ambos da SOS VIDA), foram convidados pela direção da Escola Bom Pastor, que fica em frente a faixa onde estava sendo desenvolvida a atividade, para visitar uma sala de aula com adolescentes.

Lá a professora Kheila falou da importância da educação para o trânsito e o mascote foi muito assediado e procurado para tirar com fotos, como de costume.

ATLAS DA VIOLÊNCIA 2026: MOTOCICLISTAS JÁ REPRESENTAM 41,6% DAS MORTES NO TRÂNSITO NO BRASIL
Relatório do Ipea e FBSP mostra que o país registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024 e aponta crescimento acelerado dos óbitos envolvendo motocicletas.

O trânsito brasileiro matou 37.150 pessoas em 2024 e consolidou uma mudança preocupante no perfil da violência viária: os motociclistas já representam mais de 4 em cada 10 mortes registradas no país.

Os dados fazem parte do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Conforme o levantamento, as motocicletas estiveram envolvidas em 41,6% dos óbitos no trânsito em todo o Brasil.

O número de mortes em sinistros envolvendo motos passou de 11.182, em 2019, para 15.459 em 2024, crescimento de 38% no período.

Para os pesquisadores, a expansão da economia de aplicativos e o uso da motocicleta como instrumento de trabalho alteraram profundamente a dinâmica da mobilidade urbana e da mortalidade viária brasileira.

O relatório trata o trânsito como uma das principais frentes da violência letal no país.

Assim, aproximando o debate da segurança viária de questões estruturais como desigualdade social, precarização do trabalho e ausência de proteção aos usuários mais vulneráveis do sistema viário.

O trânsito além da mobilidade
O Atlas da Violência 2026 reforça uma mudança importante na forma como o trânsito vem sendo analisado no Brasil.

Mais do que um problema de circulação urbana ou fiscalização, os pesquisadores passam a tratar a mortalidade viária como um fenômeno social de grande impacto na saúde pública e na segurança da população.

Mortes com motos crescem em todo o país
O Atlas aponta que a motocicleta passou a ocupar papel central na mobilidade brasileira, principalmente em regiões com menor oferta de transporte público e maior

O problema é que esse crescimento veio acompanhado de maior exposição ao risco.

Entre 2019 e 2024, o Brasil registrou aumento de 38% nas mortes em sinistros envolvendo motocicletas.

O salto de 11.182 para 15.459 mortes evidencia uma mudança importante no perfil da violência no trânsito brasileiro.

O relatório destaca ainda que trabalhadores ligados à economia de aplicativos estão entre os grupos mais expostos ao risco letal no cotidiano urbano.

Isso acontece em razão de fatores como:
jornadas extensas;
pressão por produtividade;
maior tempo de exposição no trânsito;
ausência de proteção social.

Embora o documento não atribua o problema exclusivamente aos aplicativos, os pesquisadores apontam que a dinâmica econômica atual contribuiu para ampliar a vulnerabilidade dos motociclistas nas cidades brasileiras.

Norte e Nordeste concentram cenário mais crítico
O Atlas também chama atenção para a desigualdade regional da violência no trânsito.

De acordo com o levantamento, as regiões Norte e Nordeste concentram os cenários mais preocupantes relacionados às mortes de motociclistas.

O caso mais emblemático citado no estudo é o do Piauí. Em 2024, as motocicletas estiveram envolvidas em 72,7% das mortes no trânsito registradas no estado — índice muito acima da média nacional.

Para os pesquisadores, isso mostra como a motocicleta se consolidou como principal meio de transporte e instrumento de sobrevivência econômica em diversas regiões do país.

Além da questão econômica, especialistas apontam que fatores como infraestrutura precária, fiscalização insuficiente, crescimento acelerado da frota e fragilidade da mobilidade urbana ajudam a explicar o avanço das mortes.

Segurança viária passa por discussão estrutural
O Atlas da Violência 2026 reforça que o enfrentamento da mortalidade no trânsito exige políticas públicas mais amplas e integradas.

A discussão envolve desde educação para o trânsito até planejamento urbano, infraestrutura segura e condições de trabalho.

Para Celso Mariano, a discussão precisa ir além da punição e focar prevenção, educação e escolhas seguras.

“O erro humano continua existindo, mas os ambientes viários precisam ser mais tolerantes aos erros.

Quando há pressão econômica, fadiga e exposição constante ao risco, o sistema precisa oferecer mais proteção”, avalia.

Na próxima reportagem da série, o Portal do Trânsito vai aprofundar justamente a relação entre precarização do trabalho e o aumento das mortes envolvendo motociclistas no Brasil. Fonte: portaldotransito.com.br

CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (Lei nº 9.503/97)
Art. 244. Conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor:

V - transportando criança menor de 10 (dez) anos de idade ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar da própria segurança:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir;

Medida administrativa - retenção do veículo até regularização e recolhimento do documento de habilitação;

A VIOLÊNCIA DO TRÂNSITO TEM JEITO, é só as autoridades implementarem os remédios eficazes: Educação para o Trânsito, Fiscalização ampla e rigorosa e uma boa Infraestrutura das vias.
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