Ribamar Corrêa, Repórter Tempo
Ao recolher seu projeto de presidir o MDB maranhense num momento em que o partido precisa de novo comando para dar uma guinada no seu curso, a ex-governadora Roseana Sarney deu uma demonstração de que amadureceu politicamente. Sua presença no comando do partido poderia até passar a ideia de mudança, mas dificilmente lhe daria um novo caminho.
O desdobramento mais provável seria a transformação do MDB num pote de insatisfações. Depois de tantos anos dando as cartas no partido, sem ser contrariada pelos seus aliados, a ex-governadora percebeu que seu comando agora não seria aceito nem pelos mais próximos.
Nada a ver com a sua posição de liderança, mas pelo fato de que ela não mais representa o novo nem ousaria suficiente para sacudir o partido na intensidade que os líderes da nova geração cobram. Compreendeu que mais vale continuar como uma referência, uma conselheira, podendo até fazer valer uma ou outra orientação sua, e – quem sabe? – se desaposentar outra vez para encarar as urnas.
Ela sabe do que se viesse a assumir a direção partidária, com dedicação integral, a tarefa que se tornaria enfadonha em pouco tempo. Vale também para experimentar pela primeira vez o que é construir um consenso que não seja em torno dela própria. Um aprendizado tardio, mas ainda muito útil.
Roseana Sarney desiste da presidência do MDB e evita crise no partido, que elegerá por consenso
Ao recolher seu projeto de presidir o MDB maranhense num momento em que o partido precisa de novo comando para dar uma guinada no seu curso, a ex-governadora Roseana Sarney deu uma demonstração de que amadureceu politicamente. Sua presença no comando do partido poderia até passar a ideia de mudança, mas dificilmente lhe daria um novo caminho.
O desdobramento mais provável seria a transformação do MDB num pote de insatisfações. Depois de tantos anos dando as cartas no partido, sem ser contrariada pelos seus aliados, a ex-governadora percebeu que seu comando agora não seria aceito nem pelos mais próximos.
Nada a ver com a sua posição de liderança, mas pelo fato de que ela não mais representa o novo nem ousaria suficiente para sacudir o partido na intensidade que os líderes da nova geração cobram. Compreendeu que mais vale continuar como uma referência, uma conselheira, podendo até fazer valer uma ou outra orientação sua, e – quem sabe? – se desaposentar outra vez para encarar as urnas.
Ela sabe do que se viesse a assumir a direção partidária, com dedicação integral, a tarefa que se tornaria enfadonha em pouco tempo. Vale também para experimentar pela primeira vez o que é construir um consenso que não seja em torno dela própria. Um aprendizado tardio, mas ainda muito útil.