MDB escolherá presidente por consenso e vai para as eleições municipais com Victor Mendes candidato em São Luís



Ribamar Corrêa, Repórter Tempo

Roberto Costa, Hildo Rocha e Assis Filho: um deles ser[a o futuro presidente do MDB, por consenso ou por disputa


O braço maranhense do MDB está vivo. E a crise que ameaçava rachá-lo de vez foi adiada. Foi esse o resultado da reunião que colocou em mesa redonda as principais lideranças do partido, com exceção da ex-governadora Roseana Sarney, que não compareceu, mas mandou recados pacificadores, entre eles o de que não quer mais a presidência do partido.

Os 19 graúdos do MDB maranhense – entre eles os senadores João Alberto (atual presidente) e Edison Lobão, os deputados federais João Marcelo, Hildo Rocha e Victor Mendes e os deputados estaduais Roberto Costa e Arnaldo Melo, e os prefeitos Assis Ramos (Imperatriz) e Irlahir Moraes (Rosário) -, após uma ampla discussão, decidiram que o partido fará Oposição total ao Governo Flávio Dino (PCdoB), que disputará as eleições municipais no maior número possível de municípios, a começar por São Luís, apontando o deputado federal Victor Mendes como provável candidato, e decidiu que o futuro presidente do partido será escolhido por consenso, em convenção a ser realizada no dia 17 de Dezembro.

Com as decisões – todas interligadas -, o comando emedebista sufocou a ameaça de “racha” que rondava a agremiação.

A quebra da tensão aconteceu quando o grupo foi informado de que a ex-governadora Roseana Sarney, que pretendia suceder a João Alberto, refez sua posição e concordou que o comando do partido deve ser entregue a uma liderança da nova geração, como vem sendo defendido pelo deputado Roberto Costa. A partir daí, os líderes formaram uma comissão para organizar convenção que será realizada no dia 14 de Dezembro, quando o novo presidente deve ser escolhido por consenso.


Estão no páreo o deputado estadual Roberto Costa, o deputado federal Hildo Rocha e o atual secretário nacional de Juventude, Assis Filho. Se não houver consenso, a escolha do presidente será transferida para uma nova convenção, a ser realizada no dia 17 de Fevereiro do ano que vem. E se caso o consenso não for alcançado, haverá disputa na mesma convenção. A comissão será formada pelos prefeitos Assis Ramos e Irlahir Moraes, o deputado federal João Marcelo, o deputado estadual eleito Arnaldo Melo e o ex-deputado federal Sétimo Waquim.

Uma das decisões mais rápidas da reunião foi a de manter o MDB fazendo Oposição cerrada ao Governo Flávio Dino. Os maiorais do partido não engolem a derrota nas urnas, e acham que para sobreviver o MDB deve se manter como o principal contraponto do Governo do PCdoB, que lhe tomou a posição de maior agremiação do estado.


Hoje sem o Governo do Estado, e na iminência de ficar sem dois senadores, com apenas dois deputados federais, dois estaduais e 22 prefeitos, o MDB tem dois caminhos, aliar-se formal ou informalmente ao Governo do PCdoB ou se consolidar como seu principal adversário. O caminho escolhido pelos líderes durante a reunião é o segundo. Assim, o partido continuará em clima de guerra declarada ao Governo Flávio Dino, segundo posição informada pelo ainda presidente do partido, senador João Alberto.

A expectativa é a de que o partido possa pelo menos retomar parte do seu poder de fogo na seara municipal nas eleições de 2020.

A reunião mostrou que os próximos líderes do MDB têm um enorme desafio pela frente. Para começar, o adversário a ser batido está no comando do Estado, tem uma liderança forte e em plena ascensão e com muita força e disposição para levar à frente um projeto de poder bem concebido e que tem tudo para continuar dando certo.

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