Welyson Lima: Rádio - um meio de comunicação que sobreviveu com o tempo.

É viável dizer que, apesar de todo o avanço das tecnologias e dos próprios meios de comunicação audiovisual, o popular senhor rádio, vai ser encontrado do casebre mais humilde às casas mais elegantes. O rádio, certamente, sempre estará presente. Pode-se ouvir no rádio desde uma simples música até um daqueles programas nos quais os ouvintes participam. Não importa o gênero, o rádio tem músicas para todos os gostos. Basta escolher a estação.
Ao longo da sua trajetória, entre todos os demais meios de comunicação, sem dúvida, o rádio se tornou o mais democrático e popular. Quando surgiu, trouxe uma nova possibilidade de comunicação, por ser muito mais rápido e simples do que os até então utilizados. O telégrafo e o telefone dependiam de um emaranhado de fios para funcionar e o jornal, que já era um meio bastante utilizado na época, limitava-se a determinada área geográfica. Porém, o rádio superou todas essas barreiras com suas ondas eletromagnéticas, capazes de viajar pelo espaço e de chegar praticamente instantaneamente a lugares distantes.
O primeiro passo para invenção do rádio foi dado por James C. Maxwell, em 1863, em Cambridge, na Inglaterra, que demonstrou na teoria a provável existência das ondas magnéticas. Suas pesquisas despertaram o interesse de muitos cientistas, entre eles Henrich R. Hertz, que comprovou a existência das ondas hertzianas ou quilohertz, mais conhecidas como ondas de rádio. Tempo depois, o rádio foi utilizado na Primeira Guerra Mundial, suplantando o telégrafo na transmissão de mensagens, transmitindo também som, voz e música. Após essa nova descoberta, alguns pioneiros começaram a se arriscar a transmitir programas sonoros. Reginald Fessenden foi o primeiro deles, em 1906. Depois veio Lee De Forest que transmitiu o resultado das eleições em 1916.
Houve também a chamada Era do Rádio, quando em 1922, de somente 4 emissoras de rádio, passou-se a ter 382 emissoras nos EUA. Também em 1922, foi transmitido o primeiro comercial de rádio, que originalmente recebeu o nome de “ taxa de transmissão”, inspirado nas “ taxas” cobradas para as ligações de longa distância na telefonia. Por outro lado, durante a Segunda Guerra Mundial, a força e a popularização das redes de rádio foram definitivas para o meio se firmar, ao passo que a indústria de aparelhos se aprimorava continuamente. Os primeiros modelos eram grandes e pesados e rapidamente o rádio foi incorporado às peças do mobiliário nas casas de pessoas mais abastadas. Pouco a pouco, foram diminuindo de tamanho até se tornarem portáteis, em especial após a invenção do transistor em 1948.
No mesmo ano, com o desenvolvimento tecnológico da indústria fonográfica, que lançou o disco de vinil, as rádios passaram a fazer acordos de selo para lançar novos gêneros de música e formatos de rádios musicais.
No Brasil, o rádio foi trazido em 1922. A primeira transmissão radiofônica oficial se deu no mesmo ano, na cidade do Rio de Janeiro. Tratava-se de um discurso comemorativo do centenário da independência do Brasil, feito pelo presidente daquela época, o Epitácio Pessoa.
É certo que, muito tempo se passou, mas o popular senhor rádio sobreviveu bravamente. Mesmo com o surgimento de tecnologias inovadoras que desfrutamos na atualidade, é inegável que o rádio continua sendo um meio de comunicação de massa muito eficiente, mesmo dispondo apenas de som. Sendo esse som um convite permanente ao exercício da imaginação por parte do ouvinte. Talvez seja esse um dos pontos fortes para atrair o público.



Por Welyson Lima
Welyson Lima é natural de Bacabal. Nasceu em 03/07/1992. Cursou o Ensino Médio na antiga Unidade Integrada de Ensino Roseana Sarney (hoje Centro de Ensino Isabel Castro Viana). Em 2011 ingressou no Curso de Letras (Português/Espanhol, respectivas Literaturas) do CESB-UEMA vindo a graduar-se no 2º semestre de 2014. Já obteve aprovação em muitos concursos vestibulares, tais quais: aprovado em 2012 à Tutoria da extinta UNIVIMA (Universidade Virtual do Maranhão), Serviço Social (CEUMA-2015), Comunicação Social (UFMA-2015), Ciências Humanas-Sociologia (UFMA-2015), Jornalismo (UNICEUMA-2015) e também neste mesmo curso na Faculdade Estácio de Sá (São Luís-MA) no 1º semestre de 2016. Como Letrólogo, sua área de conhecimento e de especialidade é Linguística e Letras. Foi Colunista Social do Portal Castro Digital e também prestou serviços ao Jornal “ O Mearim”, onde foi revisor/ corretor textual e redator. Cursou Iniciação Teatral através da Semuc de Bacabal (2013). É agente cultural, atua no grupo de Teatro “Faces da Arte”, onde assume o cargo de Secretário Geral. É também professor. Seu maior prazer é ler/escrever (uma atividade que considera constante e necessária). Entre as leituras múltiplas às quais gosta, estão incluídas: as poesias de Castro Alves, obras de Machado de Assis, bibliografias da área da Linguística Aplicada, obras sociológicas de Émile Durkheim, Max Weber, Karl Marx, obra do filósofo Michel Foucault e seus intérpretes, as crônicas de Edgar Moreno, entre dezenas de outras tantas literaturas. É fascinado em Teatro e outras expressões artísticas, já atuando inclusive, como ator amador. Participou dos curtas “ Tô fora” e “ Visão de um dependente químico”. Escreveu juntamente com o poeta e cronista Costa Filho, a peça teatral “ O saco do pobre” (2013) e escreveu também a peça “ Bacabal, conta sua história!” (2016).

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