![]() |
| Informe Publicitário. |
Detalhes há que nem sempre nos damos conta daquilo que a cidade já teve, do que ela tem, do que está ganhando ou mesmo daquilo que já poderia ter, mas que ainda é um clamor desse povo hospitaleiro, pacífico e talentoso.
Ontem mesmo enquanto conduzia meus guris à escola, pude perceber o quanto a cidade vai mudando, pegando novo ritmo, abrindo novas oportunidades, desde a construção civil formal à oferta de cursos profissionalizantes, faculdades e outros ganhos à altura da nossa importância política e posição geográfica no Estado. Novos empresários surgem no cenário local, remexendo a livre concorrência e aumentando a demanda de produtos e serviços populares, estilosos e até exóticos.
Quem trafega para as bandas da Vila Kühn pode perceber o quanto a estrada da Bela Vista se destaca em movimento, sobretudo no horário de “pico”. Desde cedo já se pode ver os passistas da manhã no seu cooper matinal ou vespertino. Esse fato toma maior proporção nos rumos do Centro Cultural e da UEMA, evidenciando que os cuidados com a saúde e com a estética corporal são também um fator já aculturado do bacabalense. Que digam as diversas academias de musculação com seus treinados professores. Já o trânsito é uma história à parte, principalmente quando se chega ao retorno da FEBAC onde, sem semáforo, faixa ou viaduto, o perigo de acidente é iminente a cada bloco de pessoas que se aventura na travessia da BR. A sorte é quando não há perto algum veículo de passageiro ou carga a atrapalhar mais ainda a visão dos transeuntes, já que ali é notório um crescente movimento de embarque e desembarque, com banquinhas de café, cd’s e artefatos de veículos à venda. Não é o trabalhador que é condenável, mas o despropósito com os transeuntes, o trânsito e as ruas.
Se Bacabal está crescendo, precisa, sobretudo, desenvolver-se econômica, social e culturalmente. Chega de nossa “Bacacity” lembrada como “terra do já foi”. Como diz o próprio povo: Aqui tinha uns seis hospitais; hoje, apenas um pronto-socorro. Tinha dezenas de usinas; hoje quantas mesmo? Tinha a CIBRAZEM; hoje compramos arroz, milho, farinha... Tinha duas empresas de ônibus coletivos; hoje o povo anda a pé sob um calor de 38°. Há duas décadas Bacabal tem um aeroporto – fantasma. E a Rodoviária, o Paço Municipal, a Câmara? Essa arquitetura predial não está “magrinha” para nossa reputação de cidade-polo?
Chegaaaaa! Uma cidade não vive apenas de bares e lanchonetes; e não precisa de tanto sangue nos canais de comunicação, nem de lixo a céu aberto ou de matadouro contaminado. E para lembrar o poeta: “a gente quer música e arte”, e, além de comida farta e água limpa, a gente quer um emprego para ir, um espetáculo para rir, uma cultura viva e um povo feliz a realizar seus singelos sonhos.
Por Edgar Moreno
COSTA FILHO, João Batista da que também representa o heterônimo Edgar Moreno.
Chegaaaaa! Uma cidade não vive apenas de bares e lanchonetes; e não precisa de tanto sangue nos canais de comunicação, nem de lixo a céu aberto ou de matadouro contaminado. E para lembrar o poeta: “a gente quer música e arte”, e, além de comida farta e água limpa, a gente quer um emprego para ir, um espetáculo para rir, uma cultura viva e um povo feliz a realizar seus singelos sonhos.
Por Edgar Moreno
COSTA FILHO, João Batista da que também representa o heterônimo Edgar Moreno.
