
Lourival Cunha, engenheiro e advogado
- A foto do lado direito mostra a última ação educativa da SOS VIDA em faixa de pedestre, dia 31.07.26, no bairro Anjo da Guarda, em São Luís.

Por que esta data?

Em 8 de agosto de 1969, às 11h30, os quatro integrantes da banda (Paul McCartney, John Lennon, Ringo Starr e George Harrison) atravessaram a faixa de pedestres em frente ao estúdio da EMI, em Londres, para a famosa sessão de fotos feita pelo escocês Iain Macmillan.
A imagem tornou-se um símbolo global da travessia e foi adotada por órgãos e organizações de trânsito ao redor do mundo para enfatizar a importância da prioridade e da segurança do pedestre — o elo mais vulnerável e, ao mesmo tempo, o mais essencial da mobilidade urbana.
A celebração consolidou-se posteriormente como uma data para promover a conscientização sobre o ato de caminhar como a forma mais democrática, sustentável e saudável de deslocamento.
É uma data que deve ser lembrada principalmente pelo viés do cuidado que motoristas, motociclistas e ciclistas devem ter com quem está a pé e que divide o espaço nas ruas.
Uma das atividades permanentes da SOS VIDA é um trabalho educativo em faixas de pedestres, com 199 ações realizadas durante o ano inteiro, e não só em datas comemorativas relativas ao trânsito.
ESTUDO REVELA QUAIS TIPOS DE VEÍCULOS APRESENTAM MAIOR RISCO DE MORTE NO TRÂNSITO
Levantamento internacional mostra que carros pequenos e modelos de alto desempenho registram as maiores taxas de mortalidade entre seus condutores, enquanto picapes grandes representam maior risco para ocupantes de outros veículos.
Especialistas também reforçam que o comportamento do motorista continua sendo decisivo para a segurança.

Nem todos os veículos oferecem o mesmo nível de proteção em uma colisão. Um estudo internacional mostra que o porte, o peso e a potência influenciam os riscos. Foto: criação de IA
Na hora de escolher um veículo, muitos consumidores observam consumo, preço e itens de conforto.
A segurança costuma aparecer entre os critérios mais importantes, mas um novo estudo mostra que as características do automóvel podem influenciar o risco de morte em um acidente de formas diferentes — tanto para quem está dentro dele quanto para os demais usuários da via.
Levantamento divulgado pelo Instituto de Seguros para Segurança Rodoviária (IIHS), dos Estados Unidos, aponta que carros pequenos e modelos esportivos ou com motores mais potentes continuam concentrando as maiores taxas de mortalidade entre seus próprios condutores.
Carros pequenos continuam mais vulneráveis em colisões
O estudo mostra que mais da metade dos modelos com as maiores taxas de mortalidade de condutores pertence às categorias de carros pequenos, esportivos ou muscle cars.
Isso, entretanto, não significa que veículos maiores sejam automaticamente seguros em qualquer situação ou eliminem o risco de acidentes.
Veículos maiores também podem representar perigo para terceiros
Uma das novidades do levantamento foi analisar não apenas as mortes dos próprios condutores, mas também o risco que determinados modelos representam para motoristas de outros veículos.
Nesse cenário, diversas picapes grandes e de serviço pesado aparecem entre os modelos com os maiores índices de mortalidade de terceiros.
O peso elevado e a estrutura desses veículos fazem com que colisões contra automóveis menores tenham potencial para provocar consequências mais severas.
A análise reforça um conceito importante da segurança viária: um veículo pode oferecer boa proteção aos seus ocupantes e, ao mesmo tempo, aumentar o risco para quem está do outro lado da colisão.
O que essa pesquisa ensina aos motoristas brasileiros?
Mesmo considerando diferenças entre as frotas dos Estados Unidos e do Brasil, é possível aplicar algumas conclusões à realidade nacional.
Testes de segurança não contam toda a história
Outro ponto que o levantamento destaca é que não se deve confundir as taxas de mortalidade com os tradicionais testes de colisão.
Enquanto os ensaios laboratoriais avaliam o desempenho estrutural dos veículos em condições controladas, os índices de mortalidade refletem situações reais de trânsito.
Assim, incorporando fatores como perfil dos condutores, tipo de utilização e exposição ao risco.
Por isso, um automóvel bem avaliado em testes de segurança não garante, por si só, menor probabilidade de envolvimento em acidentes graves.
“Ao apresentar os resultados, o presidente do IIHS destacou que características como tamanho, potência, resistência estrutural e sistemas de prevenção de acidentes são importantes, mas lembrou que uma parcela significativa da segurança continua dependendo da forma como cada pessoa dirige”.
Essa talvez seja a principal mensagem do estudo.
A evolução tecnológica tornou os veículos mais seguros do que há algumas décadas, mas nenhum recurso substitui atitudes como respeitar os limites de velocidade, manter distância segura, evitar distrações e conduzir de forma defensiva.
Em qualquer categoria de veículo, essas continuam sendo as medidas mais eficazes para preservar vidas no trânsito. Fonte: portaldotransito.com.br
CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (Lei nº 9.503/97)
Art. 70. Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código.
Parágrafo único. Nos locais em que houver sinalização semafórica de controle de passagem será dada preferência aos pedestres que não tenham concluído a travessia, mesmo em caso de mudança do semáforo liberando a passagem dos veículos.
A VIOLÊNCIA DO TRÂNSITO TEM JEITO, é só as autoridades implementarem os remédios eficazes: Educação para o Trânsito, Fiscalização ampla e rigorosa e uma boa Infraestrutura das vias.
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