Governo Flávio Dino vai pedir empréstimo de R$ 400 milhões a banco andino

Carta consulta está sendo preparada e será encaminhada à Assembleia Legislativa na volta do recesso; se aprovado, este será o segundo empréstimo tomado na gestão comunista

GILBERTO LÉDA



O governo Flávio Dino (PCdoB) prepara uma carta consulta a ser encaminhada à Assembleia Legislativa logo após o fim do recesso parlamentar pedindo autorização para a contração de mais um empréstimo.
A informação foi confirmada ontem a O Estado pelo secretário de Estado chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB).
O Estado do Maranhão pedirá R$ 400 milhões à Corporação Andina de Fomento (CAF), o Banco de Desenvolvimento da América Latina, mas o socialista não declinou como os recursos serão utilizados.
“Ações em análise do governador”, limitou-se a dizer.
Segundo ele, o novo empréstimo se fez necessário porque os recursos de um empréstimo de mais de R$ 3 bilhões, tomado ainda na gestão passada do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já está comprometido.
“Ações [decorrentes do empréstimo do BNDES] já definidas, mas ainda não executadas”, afirmou.
Segundo caso – Se aprovado pelos deputados estaduais maranhenses, este será o segundo empréstimo a ser tomado já na gestão comunista.
Em abril deste ano, a Assembleia aprovou, em regime de urgência, uma autorização para que o governo contraísse outros R$ 55,2 milhões da Caixa Econômica Federal. O recurso, revelou também Marcelo Tavares à época, foi destinado à mobilidade urbana em São Luís.
Na ocasião, o auxiliar do governador alegou que, apesar de o governo ter disponível verba oriunda do empréstimo junto ao BNDES, essa transação financeira com a Caixa seria necessária porque o dinheiro do banco nacional está sendo aplicado em outras obras pelo interior do estado.
“Esse é uma negociação que está em curso há muito tempo e agora foi amadurecida e conseguimos a aprovação aqui na Assembleia Legislativa. A verba do BNDES já está sendo usada em várias obras pelo estado por isso a necessidade de um outro financiamento para aplicarmos na mobilidade urbana da capital”, afirmou Marcelo Tavares.
No caso da Caixa Econômica, o governo deu como garantias para o pagamento da dívida os repasses obrigatórios da União ao Estado. “Não estamos comprometendo o orçamento estadual. O empréstimo contribuirá para realização de obras na mobilidade urbana de São Luís”, disse Tavares.

MAIS
Para facilitar a aprovação, pela Caixa Econômica Federal, do primeiro empréstimo pedido na gestão Flávio Dino (PCdoB) os comunistas realizaram uma operação financeira com recursos do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (FEPA) e do Fundo de Benefícios dos Servidores do Estado do Maranhão (FUNBEN). Para que a operação fosse possível no banco, os comunistas aceitaram retirar parte dos recursos da Previdência estadual, que estavam aplicados integramente no Banco do Brasil, e investir em um fundo na CEF.

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