Ex-ministro de Dilma e Lula, Paulo Bernardo foi preso nesta quinta.
Presidente em exercício falou à imprensa após cerimônia no Planalto.
Filipe MatosoDo G1, em Brasília
O presidente em exercício Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (23), após participar de uma cerimônia com embaixadores no Palácio do Planalto, que dá "apoio verbal” à Operação Lava Jato, mas sem interferir em ações.
Temer deu a declaração após ser questionado sobre declaração do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de que o governo da presidente afastada Dilma Rousseff não apoiou a operação. Nesta quinta-feira, O ex-ministro do Planejamento do governo Lula e das Comunicações no primeiro governo Dilma, Paulo Bernardo, foi preso em Brasília em um desdobramento da 18ª fase da operação.
“O que temos dito com frequência é que não haverá a menor possibilidade de interferência na Lava Jato. Pelo contrário, o que deve haver sempre é o apoio. Mas apoio verbal, não de ação”, declarou o presidente em exercício.
“Se eu produzir apoio de ação, ou seja, colocar o Executivo trabalhando nessa matéria, estaria invadindo uma competência que, na verdade, é do Judiciário e do Ministério Público, com apoio da Polícia Federal. E, pelo princípio da separação de atividades governamentais, o Executivo não deve participar dessa matéria”, acrescentou.
Lava Jato e ministros
Com cerca de 40 dias à frente do Planalto, Temer já viu três de seus ministros pedirem demissão por algum fato relacionado à Lava Jato. O primeiro a cair foi Romero Jucá que, enquanto comandava o Planejamento, teve um áudio revelado no qual ele sugeria ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado (um dos delatores) um “pacto” para barrar a “sangria” da operação.
Lava Jato e ministros
Com cerca de 40 dias à frente do Planalto, Temer já viu três de seus ministros pedirem demissão por algum fato relacionado à Lava Jato. O primeiro a cair foi Romero Jucá que, enquanto comandava o Planejamento, teve um áudio revelado no qual ele sugeria ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado (um dos delatores) um “pacto” para barrar a “sangria” da operação.
Outro ministro a pedir demissão foi Fabiano Silveira, ex-titular do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. A saída dele do governo ocorreu após o Fantástico (TV Globo) exibir uma conversa, também gravada por Machado, na qual ele criticava o andamento das investigações da Lava Jato conduzidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na semana passada, o terceiro ministro a pedir demissão foi Henrique Alves, que comandava a pasta do Turismo. Segundo a colunista do G1 e da GloboNews Cristiana Lôbo, ele decidiu deixar o ministério após investigadores da Lava Jato descobrirem uma suposta secreta mantida por ele na Suíça, o que o peemedebista nega.
saiba mais
Interinidade
Na declaração à imprensa nesta quinta, Temer ainda foi questionado sobre o calendário do processo de impeachment de Dilma. Aos jornalistas, ele voltou a dizer que trabalha “como se fosse presidente definitivo”.
Na declaração à imprensa nesta quinta, Temer ainda foi questionado sobre o calendário do processo de impeachment de Dilma. Aos jornalistas, ele voltou a dizer que trabalha “como se fosse presidente definitivo”.
“Sei da interinidade, mas, a esta altura, não está em pauta quem dirige o país, mas quem dirige os destinos do povo e os destinos do povo não podem ficar paralisados”, afirmou, acrescentando que, com 40 dias de governo, o Planalto produziu “feitos extraordinários”. “Basta verificar o grande apoio que temos noCongresso”, completou.
Temer ainda citou o envio, pelo governo, ao Legislativo, da proposta que limita o aumento dos gastos públicos da União à inflação do ano anterior por 20 anos – o Executivo proporá também que os estados se adequem a essa regra.
Dívida dos municípios
Ao fim da entrevista, Temer ainda foi questionado sobre se os municípios seriam beneficiados com um acordo para negociar as dívidas com a União. “Sem dúvida, porque isso vai refletir em benefício para os municípios”, respondeu.
Dívida dos municípios
Ao fim da entrevista, Temer ainda foi questionado sobre se os municípios seriam beneficiados com um acordo para negociar as dívidas com a União. “Sem dúvida, porque isso vai refletir em benefício para os municípios”, respondeu.
Em seguida, a assessoria do presidente em exercício esclareceu que o peemedebista quis quiser que os municípios serão beneficiados indiretamente em razão do acordo entre a União e os estados.
