Desde que o interino assumiu o Planalto, em 12 de maio, são nítidas as divergências entre o centrão, mais alinhado a Cunha, e o centrinho

Desde que Temer assumiu interinamente o Planalto, em 12 de maio, são nítidas as divergências entre o centrão, mais alinhado a Cunha, e o centrinho. O primeiro grupo conseguiu emplacar o líder do governo, André Moura (PSC-SE). “Nós fomos lá para levar o nome do Moura. O ministro Geddel nos avisou que o Rodrigo Maia (DEM-RJ) também queria. Mostramos a ele que nós tínhamos mais votos e democracia é maioria”, lembrou um dos líderes presentes ao encontro, apostando na repetição do cenário.
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Nome de respeito
Mas os aliados já estão divididos. “Precisamos de um nome que possa normalizar a situação da casa e recuperar o respeito do parlamento”, defendeu o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM). Ex-líder do governo na Casa, o deputado José Guimarães (PT-CE) afirmou que estão adiantadas as conversas da antiga minoria com a atual minoria parlamentar. “É consenso que Cunha ultrapassou todos os limites éticos e regimentais. Todos nós estamos trabalhando para reconstruir politicamente a Câmara”, declarou o petista. “Escolher um nome para essa transição não significa ser um candidato favorável ou contrário ao Planalto. Mas alguém para trazer normalidade”, justificou o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ).
Aliado de Cunha, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse que só debaterá oficialmente a sucessão do peemedebista caso a cassação do deputado seja consumada. Mas pondera que é preciso observar qual nome seria melhor para o governo e elogia o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), uma das apostas do Planalto para esse momento. “Temos que fazer o que é melhor para o governo Temer, estabelecer um pensamento nesse sentido. Ele (Rosso) é um excelente nome. Isso não quer dizer que estou declarando meu voto ou apoio”, disse.


