Após afastamento de Dilma, PT debate como atuará na oposição

Cúpula do partido se reuniu nesta segunda-feira (16) em Brasília.
Nesta terça (17), ocorrerá encontro do diretório nacional da legenda.

Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
A cúpula do PT se reuniu nesta segunda-feira (16), pela primeira vez após o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República por até 180 dias, para discutir o seu papel como oposição. A reunião da Executiva Nacional, em Brasília, é preparatória para o encontro do Diretório Nacional convocado para esta terça-feira (17).
Embora tenha sido convidado, o ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silva não comparecerá ao encontro desta terça-feira, segundo a assessoria do PT.
Entre os dirigentes petistas presentes na reunião da Executiva Nacional estão o presidente nacional do partido, Rui Falcão, o vice-presidente da sigla e deputado federal José Guimarães (PT-CE) – que até a semana passada era líder do governo na Câmara – e o ex-ministro da Previdência Social Carlos Gabas.
A reunião teve início por volta das 10h30 e a expectativa é que dure o dia inteiro. Na reunião desta segunda-feira, deverão ser debatidas as perspectivas do partido pós-impeachment e a estratégia de mobilização em defesa do mandato de Dilma.
Mais cedo, Rui Falcão usou a sua conta em uma rede social para dizer que a legenda continuará fazendo oposição ao governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB).
“O PT continuará alinhado com os partidos, frentes e movimentos do "Não ao Golpe. Fora Temer!", escreveu Rui Falcão no Twitter.
O presidente do PT também publicou um artigo no site do partido no qual classifica o governo Temer de “usurpador” e critica a sinalização do peemedebista de “avançar em privatizações, em rever políticas sociais e de reforma agrária, bem como de acabar com o multilateralismo da política externa brasileira, retornando à dependência dos Estados Unidos”.
Resolução
O senador Humberto Costa (PT-PE), que era líder do governo no Senado, deixou a reunião no meio e, na saída da sede do partido, informou que a legenda deverá elaborar uma resolução apontando para a “fragilidade” e “impopularidade” do governo Temer.
“Houve um consenso absoluto [na reunião] em relação à fragilidade desse governo interino, seu caráter antipopular e o feitio que ele toma de ser um governo não afeito a diversidades e comprometido com a retirada de direitos sociais”, afirmou.
De acordo com ele, a estratégia do partido será a de criar um “cunho de unidade” com o objetivo de pressionar senadores.
"É importante dar às manifestações um cunho de unidade, de organização, para que possamos ter um grande movimento de massas, que será fundamental para mudar o pensamento dos senadores", ressaltou.
O documento deverá ainda trazer um balanço dos últimos acontecimentos políticos e um posicionamento a favor da saída do Temer.

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