| Sérgio Lima/Folhapress | ||
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| O ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira, hoje diretor do FNDE |
O ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira, foi nomeado nesta quarta-feira (6) para dirigir o FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação), órgão responsável por executar as políticas de educação básica do Ministério da Educação. O orçamento do órgão é quase R$ 60 bilhões ao ano.
Gastão, que foi ministro do Turismo no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff indicado pelo ex-presidente José Sarney (PMDB), disputou a eleição para o Senado no Maranhão pelo partido, mas foi derrotado. Ele deixou o PMDB e está no Pros, partido que está dividido entre deixar ou não o governo.
No Diário Oficial desta quarta-feira também foi publicada a exoneração do presidente da Conab, Roberto Naves e Siqueira, indicado pelo PMDB. Não foi nomeado um substituto.
A presidente também ratificou a nomeação de três novos diretores da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que haviam sido aprovados pelo Senado no mês passado. Os três são nomes indicados pelo PMDB do Senado.
OUTRAS MUDANÇAS
Outras movimentações e especulações acerca de cargos de primeiro e segundo escalão no governo federal também agitaram a semana.
Em meio a negociações de mudanças na Esplanada dos Ministérios com o objetivo de barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (5) que está à disposição para o que for necessário para a manutenção do projeto do partido no governo federal.
A oferta do Ministério da Educação ao PP chegou a ser avaliada pelo Palácio do Planalto como uma possibilidade de manter o peemedebista Marcelo Castro à frente do Ministério da Saúde, uma reivindicação feita pela bancada do PMDB na Câmara para garantir de 20 a 25 votos contra o impeachment.
Mais cedo, o deputado Paulo Maluf (PP-SP), havia acusado o governo de tentar "comprar" o apoio de deputados de seu partido com a oferta de cargos no governo.
A expectativa, contudo, é que PP, PR e PSD só devem assumir ministérios se Dilma sobreviver à votação do impeachment em plenário.
