Ministro da AGU afirma ainda que eventual chegada do ex-presidente à Casa Civil não traria malefícios 'à capacidade decisória da presidente'
POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Ainda impedido judicialmente de assumir a Casa Civil, o ex-presidente Lula vem tratando do assunto em suas últimas aparições públicas, sempre mostrando otimismo em relação ao desenrolar do processo. Parte dos críticos ao PT avalia que, caso o petista realmente ingresse no ministério, a presidente Dilma “transferiria” o mandato a ele.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, ironizou a tese e cravou: "A presidente é eleita". Para ele, a chegada de Lula traria contribuições de grande monta, "o que, em nenhum momento, traria restrição ao exercício do mandato e à capacidade decisória da presidenta.”
Cardozo também aproveitou para explicar o porquê de o atual processo de impeachment estar sendo considerado golpe pelo PT.
“Impeachment é golpe? Se a Constituição for respeitada, se houver crime de responsabilidade comprovado, não. Se acontece dessa forma, como aconteceu no caso do presidente Collor, não é golpe. Porém, se tenho uma situação em que o processo contraria regras básicas e o crime de responsabilidade não existe, eu tenho um desrespeito à Constituição, um afastamento de um presidente com ruptura e ofensa constitucional e o nome que se dá na política a isso é golpe.”