Diretórios estaduais irão se reunir para que seja convocada a participação dos membros dos dois partidos no congresso que marcará a fusão das legendas
No próximo dia 12, a direção nacional do PPS e do PSB farão reuniões para voltar a debater a fusão entre as duas legendas. Até a semana passada, as negociações estavam estagnadas devido aos acordos para divisão dos diretórios estaduais. No Maranhão, as definições sobre a fusão influenciarão na sucessão municipal do próximo ano.
O processo de fusão entre PPS e PSB estava parado. O motivo da estagnação é a exigência do PPS de ter 30% dos diretórios estaduais em todo o país. Membros da direção nacional do PSB acham excessivo o pedido do partido.
No entanto, as negociações deverão ser retomadas no próximo dia 12 já que os partidos chegaram a um acordo de deixar a divisão de 70% das direções estaduais para o PSB e 30% para o PPS em parte dos estados e cidades. Em casos de cidades ou estados que o PPS ou PSB for mais forte, os percentuais serão modificados.
A fusão, que segundo a deputada federal Eliziane Gama – presidente estadual do PPS no Maranhão - continua marcada para acontecer dia 20 deste mês. Os partidos reunirão seus diretórios estaduais para convocar os membros para o Congresso que ocorrerá no dia marcado para a fusão.
No Maranhão, essa possibilidade d fusão mexe nas articulações que já vêm sendo feitas para as eleições municipais em São Luís no próximo ano.
O PPS, segundo informou a deputada Eliziane Gama fez a exigência que na fusão entre os dois partidos ficasse preservada a candidatura própria do PPS em São Luís. Ainda segundo a deputada, essa exigência já teria sido aceita pelas direções nacionais das duas siglas.
“O presidente nacional Roberto Freire colocou na pauta de debate sofre a fusão o projeto de candidatura própria do PPS em São Luís. Isso já foi discutido e não há entraves nessa questão”, afirmou a parlamentar.
Enquanto Gama acredita não haver entraves para a candidatura própria do PPS em São Luís, membros do PSB no Maranhão vem manifestando opiniões contrárias.
Manifestações - Primeiro a emitir opinião contrária não a uma candidatura do PPS, mas a todo processo de fusão foi o presidente estadual do PSB, Luciano Leitoa. Leitoa passou toda a negociação sobre a fusão calado sem manifestar qualquer opinião. Somente se manifestou quando houve divergência entre as duas legendas nacionalmente.
Depois foi a vez do secretário estadual de Ciências e Teccologia, Bira do Pindaré (PSB), que disse que as eleições municipais ainda passariam por negociações caso se confirme a fusão.
Sobre as opiniões dos futuros colegas de partido, Eliziane Gama somente lembrou que neste momento as negociações não mais passam pela esfera municipal ou estadual de cada sigla. Os presidentes nacionais das duas legendas é que estão finalizando todo o processo e colocando em um conjunto de interesses as opiniões passadas por cada estado.
Mais
O senador Roberto Rocha, um dos membros do PSB que mais trabalha pela fusão das duas legendas, admitiu que o processo de fusão andou estagnado, mas que voltou a caminhar. “Deu uma travada, mas já estamos destravando”, disse o senador.
CARLA LIMA
O Estado Ma
