Dodó Alves: O antagonismo entre forças contrárias do homem e da mulher, e a violência de gênero e cidadania...

Sabemos que vivemos uma época mais violenta, neste sentido, a violência é um mal que acompanha o homem desde os tempos imemoriais, contudo, a cada tempo ela se manifesta de forma e a cada tempo diferente. Por violência entende a intervenção voluntaria que seja física de um indivíduo ou grupo contra outro indivíduo ou grupo. Tem como finalidade destruir, ofender e coagir, neste caminho, se manifesta de forma geral e difusa, causando mais insegurança às pessoas.
Gênero é o grupamento de indivíduos, objetos ou outros que tenham características comuns, que seja do mesmo estilo na espécie humana, identificam os sexos dos indivíduos, categoria que classifica os nomes em masculino, feminino e neutro.
Já a cidadania é vista como um conjunto de direitos e deveres, ao quais os indivíduos estão sujeitos as obrigações previstas em regras do Estado e sociedade, em que reside neste caminho à cidadania, aqui estar na obrigação de prevenir e controlar as manifestações de violências efetivas o de maneira geral, garantindo assim o bom exercício e pleno da cidadania.
O inicio de nosso antagonismo é parte das discussões acadêmicas no Brasil, já que no final dos anos 80 sobre Gênero, violência e cidadania, ocorre uma mudança teórica significativa nos estudos feministas no Brasil. Sob a influência dos debates norte-americanos e franceses sobre a construção social do sexo e do gênero, as acadêmicas feministas no Brasil começam a substituir a categoria “mulher”.
Neste sentido surge varias definições acadêmicas sobre a trilogia de violência, gênero e cidadania, formando assim algumas correntes. As primeiras autoras brasileiras que utilizam esse termo são Heleieth Saffioti e Sueli Souza de Almeida, em livro publicado em 1995, intitulado Violência de Gênero: Poder e Impotência.
Saffioti define “violência de gênero” como uma categoria de violência mais geral, que pode abranger a violência doméstica e a violência intrafamiliar e mantendo o entendimento em que o patriarcado continua definindo violência como expressão da dominação masculina.
Para Maria Amélia Teles e Mônica de Melo, por exemplo, “violência de gênero” é “(...) uma relação de poder de dominação do homem e de submissão da mulher. Demonstra que os papéis impostos às mulheres e aos homens, consolidados ao longo da história e reforçados pelo patriarcado e sua ideologia, induzem relações violentas entre os sexos e indica que a prática desse tipo de violência não é fruto da natureza, mas sim do processo de socialização das pessoas (...), A violência de gênero pode ser entendida como ‘violência contra a mulher’ (...)”.

Que deus nos abençoe!

Por Claudson Alves Oliveira
(Dodó Alves)
oliveiraclaudson2009@hotmail.com

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