Como embalo de rede ao som de cantigas de ninar

Ontem à noite (17), por mais assustador que pareça, tive um sensação de alívio, e até bem estar, em passear nas ruas esburacadas de minha amada cidade de Bacabal, que atualmente não aconselho ninguém de fora a visitá-la.
Mas deixe-me esclarecer os meus motivos.
Minha pequena filha (1 ano e dois meses de idade) naquela noite não conseguia dormir no seu horário rotineiro. Até aí tudo bem, mas a pequena criança começou a chorar incansavelmente, e assim foi por quase uma hora, sem que eu e sua mãe conseguíssemos fazê-la dormir. 
Não deu outra! Tivemos a ideia de sair de carro, e logo no primeiro buraco da minha rua, em frente a minha casa, a criança já havia silenciado o choro. Daí em diante, a paz voltou a reinar naquela noite, e procurei dirigir somente pelas ruas esburacadas, e nem precisei ir muito longe. 
Mas, como embalo de rede ao som de cantigas de ninar, cada desgaste que meu carro sofria era um embalo perfeito que trazia o sono lentamente a minha pequenina, que meia hora depois do nosso trepidante passeio noturno, caiu no seu sono lindo e angelical. 
Ufa, disse eu, benditos buracos!
(FIM) 
Protesto? Que nada! É apenas uma crônica hilária. 
Cleriston Cavalcante Carvalho

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem